Saia de carro sozinha a noite.
Não tenha insulfilm nos vidros do carro.
Coloque o máximo de bolsas sobre os bancos, bem à vista, e mantenha o vidro fechado - o que não muda nada.
Quando passar por um semáforo, principalmente naqueles lugares mais escuros e considerados perigosos, fique pensando "na morte da bezerra", como diria minha mãe, ao invés de estar atenta aos movimentos ao seu redor.
Se você for uma pessoa muito protegida, como eu, terá a sorte de:
-ter apenas o vidro de seu carro estourado por algo que você vai demorar muito para decifrar que é o vulto de uma pessoa, um ser humano como você;
-levar o maior susto e soltar o maior grito da sua vida;
-sentir os estilhaços do vidro do passageiro se jogarem sobre você sem entender se está envolvido em um acidente ou se jogaram um míssel sobre sua cabeça;
-perceber que entre sua mala com equipamentos de trabalho e sua bolsa com carteira, documentos, cartões e até um dinheirinho extra, levaram apenas a bolsa com uma troca de roupas, sua necessaire de maquiagem, um creme e um perfume, o carregador do celular e, isso sim de deixar bem chateada, a blusinha linda que seu namorado te deu no dia anterior e que você amou.
Ah, é bom ter um calmante em casa, já que vai demorar a pegar no sono.
Vou tentar agora. Boa noite!
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
domingo, 17 de agosto de 2008
Take it to the limite one more time
Tem coisa melhor do que sentir-se no limite? Depende. Como em tudo na vida há limites e limites. Mas acho que até as piores tempestades tem sua beleza pelo simples fato de que um belo amanhecer virá nos contar que ela passou. Pluft! Como num passe de mágica.
A vida é assim. Um dia... um dia simplesmente não. Em um daqueles dias em que você parece só estar ali para ver que você está acabada, ouvi de uma amiga algo que me fez desejar, de certa forma, ir ao limite da dor e do sofrimento só por saber que ia passar. Foi exatamente isso que ela me disse: "O que você está sentindo eu não posso sentir por você. Sei que dói muito e é muito difícil, mas não posso fazer nada. Só você pode sentir. Mas posso te garantir uma coisa, vai passar!".
Como eu tinha vivenciado com ela cenas parecidas, compreendi que ela tinha razão. E mesmo que tanto meu coração quanto meu corpo me diziam que era o fim, por alguns instantes senti minha alma leve e confiante. E pronta para seguir o take it to the limite one more time.
Como costumo dizer ao relatar aqueles momentos, dos quais não preciso entrar em detalhes aqui, fui sim ao fundo do poço. Ainda mais fundo do que parecia estar naquele dia. Mas numa manhã que nem me lembro qual foi o dia amanheceu novamente pra mim. Senti outra vez o calor do sol e ouvi o cantar dos pássaros. Senti o cheiro das flores e percebi que era primavera. E que agora, tudo que eu queria era ir ao limite novamente. Mas seria tudo diferente já que eu estava do outro lado.
OBS. O título desta mensagem é citado no livro "Comer, rezar, amar" e tem muito a ver com a longa conversa que tive ontem, em um daqueles reencontros com uma amiga que não via desde 2003, talvez 2004. Aqueles reencontros que fazem você reviver momentos e situações só para compartilhar com alguém especial. E que nos fazem compreender como ter amigos vale a pena e "mesmo que o tempo e a distância digam não, qualquer dia amigo a gente vai se encontrar". Que bom!
A vida é assim. Um dia... um dia simplesmente não. Em um daqueles dias em que você parece só estar ali para ver que você está acabada, ouvi de uma amiga algo que me fez desejar, de certa forma, ir ao limite da dor e do sofrimento só por saber que ia passar. Foi exatamente isso que ela me disse: "O que você está sentindo eu não posso sentir por você. Sei que dói muito e é muito difícil, mas não posso fazer nada. Só você pode sentir. Mas posso te garantir uma coisa, vai passar!".
Como eu tinha vivenciado com ela cenas parecidas, compreendi que ela tinha razão. E mesmo que tanto meu coração quanto meu corpo me diziam que era o fim, por alguns instantes senti minha alma leve e confiante. E pronta para seguir o take it to the limite one more time.
Como costumo dizer ao relatar aqueles momentos, dos quais não preciso entrar em detalhes aqui, fui sim ao fundo do poço. Ainda mais fundo do que parecia estar naquele dia. Mas numa manhã que nem me lembro qual foi o dia amanheceu novamente pra mim. Senti outra vez o calor do sol e ouvi o cantar dos pássaros. Senti o cheiro das flores e percebi que era primavera. E que agora, tudo que eu queria era ir ao limite novamente. Mas seria tudo diferente já que eu estava do outro lado.
OBS. O título desta mensagem é citado no livro "Comer, rezar, amar" e tem muito a ver com a longa conversa que tive ontem, em um daqueles reencontros com uma amiga que não via desde 2003, talvez 2004. Aqueles reencontros que fazem você reviver momentos e situações só para compartilhar com alguém especial. E que nos fazem compreender como ter amigos vale a pena e "mesmo que o tempo e a distância digam não, qualquer dia amigo a gente vai se encontrar". Que bom!
sábado, 16 de agosto de 2008
Amar, para comer e rezar em paz
Hoje, ao voltar para casa depois de um extenso dia de trabalho, prometi que não abriria o MacBook na cama como tenho feito na maioria das noites. Até porque as sextas-feiras costumam ser diferentes... mas foi irresistível e estou aqui. Um prazer quase tão incontrolável e tentador quanto as orgias gastronômicas de minha mais nova amiga de confidências, Liz para os íntimos, ou Elizabeth Gilbert para quem ao menos ouviu falar em Comer, rezar, amar, "o livro".
Ele me foi indicado por uma amiga que encontrei dia desses em um restaurante, por acaso. Ela acaba de ser mãe e está mais linda do que nunca. Rapidamente falamos de nossas novas fases de vida, de amor, dos 30 anos pelos quais estou cada dia mais apaixonada... de estar, mais do que ser, feliz. O que para Liz só resume o nome de seu precioso filho: Comer, rezar, amar.
Não corri à livraria ou acessei site algum para comprá-lo. Mas o encontro foi inevitável, durante um trabalho dentro de uma livraria. Olhei para ele e me apaixonei. E ainda não consegui parar de ler.
Diante de meu entusiasmo ouço questões como: "É bom mesmo?" ou "Não é muito auto-ajuda?" e até um: "Só se for auto-ajuda, tenho lido muito". Alguns amigos que me flagraram em romance explícito com o texto bom de Liz questionaram se meu namorado sabia dessa minha nova "relação". Acho que vêem em Comer, rezar, amar uma ameaça. "Não é o livro daquela mulher que se separou?", perguntou um deles. Devem ficar imaginando sei lá o que... Mas, quer saber? O que isso importa a não ser o fato de que estou amando e lendo e a medida que mais leio amo mais todas as coisas e tudo em mim?
Liz, apaixonada pelo italiano (entenda aqui tanto o idioma quanto a espécie masculina oriunda da Itália), cita Dante Alighieri com sua descrição sobre Deus: "l'amor che move il sole e l'altre stelle...". Frase que reproduzi no MSN e me levou a uma longínqua reflexão sobre o amor e Deus com meu irmão. Falamos de amores que vão e vem, de amores que são, de amor que é e fim... Mas que não deu fim nem conclusão à nossa discussão. E mesmo em discordância o melhor foi ao final a troca de eu te amos tão certos quanto estou de que agora escrevo em meu blog.
Em outros trechos do livro Liz escreve e me reconheço nela. Em um diálogo franco com sua mãe, ela diz coisas como: "Eu realmente preciso de um nível constante de proximidade da pessoa que amo". Eu, tanto quanto a mãe de Liz, também. "Lembre-se... sou de um tempo e de um lugar diferentes do seu", responde-lhe a mãe a certa altura, fazendo me lembrar do conselho de minha mãe certa vez... "Filha, eu seria sua melhor amiga por ser a pessoa que mais te ama nesse mundo. Mas também sou sua mãe. E tem coisas que eu sei que são difíceis de dizer para uma mãe. Então, eu peço que você escolha bem as amigas com as quais vai compartilhar sua vida." E assim minha mãe me fez entender quão importantes são as pessoas que escolhemos para nos ajudar a escrever a história de nossas vidas.
Bem, meu maior desejo agora é voltar ao livro e, quem sabe em breve, voltar a falar sobre ele e até sobre mim com a mesma sinceridade e desprendimento com que Liz escreve sobre suas mais grotescas feridas... Talvez um dia eu consiga dizer "os 11 quilos mais felizes da minha vida", como ela diz de boca cheia, literalmente. Por enquanto contento-me por estar controlando minha vontade de voltar à geladeira e saborear só mais meia lata de leite condensado delicadamente despejado sobre os vermelhos e frescos morangos que lá estão. Até quando, não sei!
Hoje ainda posso comer, rezar e até amar, mesmo que à distância, já que um amor assim vai muito além da geografia.
Ele me foi indicado por uma amiga que encontrei dia desses em um restaurante, por acaso. Ela acaba de ser mãe e está mais linda do que nunca. Rapidamente falamos de nossas novas fases de vida, de amor, dos 30 anos pelos quais estou cada dia mais apaixonada... de estar, mais do que ser, feliz. O que para Liz só resume o nome de seu precioso filho: Comer, rezar, amar.

Não corri à livraria ou acessei site algum para comprá-lo. Mas o encontro foi inevitável, durante um trabalho dentro de uma livraria. Olhei para ele e me apaixonei. E ainda não consegui parar de ler.
Diante de meu entusiasmo ouço questões como: "É bom mesmo?" ou "Não é muito auto-ajuda?" e até um: "Só se for auto-ajuda, tenho lido muito". Alguns amigos que me flagraram em romance explícito com o texto bom de Liz questionaram se meu namorado sabia dessa minha nova "relação". Acho que vêem em Comer, rezar, amar uma ameaça. "Não é o livro daquela mulher que se separou?", perguntou um deles. Devem ficar imaginando sei lá o que... Mas, quer saber? O que isso importa a não ser o fato de que estou amando e lendo e a medida que mais leio amo mais todas as coisas e tudo em mim?
Liz, apaixonada pelo italiano (entenda aqui tanto o idioma quanto a espécie masculina oriunda da Itália), cita Dante Alighieri com sua descrição sobre Deus: "l'amor che move il sole e l'altre stelle...". Frase que reproduzi no MSN e me levou a uma longínqua reflexão sobre o amor e Deus com meu irmão. Falamos de amores que vão e vem, de amores que são, de amor que é e fim... Mas que não deu fim nem conclusão à nossa discussão. E mesmo em discordância o melhor foi ao final a troca de eu te amos tão certos quanto estou de que agora escrevo em meu blog.
Em outros trechos do livro Liz escreve e me reconheço nela. Em um diálogo franco com sua mãe, ela diz coisas como: "Eu realmente preciso de um nível constante de proximidade da pessoa que amo". Eu, tanto quanto a mãe de Liz, também. "Lembre-se... sou de um tempo e de um lugar diferentes do seu", responde-lhe a mãe a certa altura, fazendo me lembrar do conselho de minha mãe certa vez... "Filha, eu seria sua melhor amiga por ser a pessoa que mais te ama nesse mundo. Mas também sou sua mãe. E tem coisas que eu sei que são difíceis de dizer para uma mãe. Então, eu peço que você escolha bem as amigas com as quais vai compartilhar sua vida." E assim minha mãe me fez entender quão importantes são as pessoas que escolhemos para nos ajudar a escrever a história de nossas vidas.
Bem, meu maior desejo agora é voltar ao livro e, quem sabe em breve, voltar a falar sobre ele e até sobre mim com a mesma sinceridade e desprendimento com que Liz escreve sobre suas mais grotescas feridas... Talvez um dia eu consiga dizer "os 11 quilos mais felizes da minha vida", como ela diz de boca cheia, literalmente. Por enquanto contento-me por estar controlando minha vontade de voltar à geladeira e saborear só mais meia lata de leite condensado delicadamente despejado sobre os vermelhos e frescos morangos que lá estão. Até quando, não sei!
Hoje ainda posso comer, rezar e até amar, mesmo que à distância, já que um amor assim vai muito além da geografia.
domingo, 27 de julho de 2008
Online full time
Quem já visitou a sala de imprensa de um grande evento como o Cannes Lions, maior festival de publicidade do mundo que acontece na França, sabe o que é encontrar jornalistas em uma verdadeira guerra contra o maior concorrente dos concorrentes, o inatingível e incansável tempo. Cito o Cannes Lions que é minha maior referência em cobertura jornalística - o 4º Congresso Brasileiro de Publicidade também foi trabalhoso -, talvez por nunca ter ido a uma Copa do Mundo, por exemplo. Quem já foi diz que é algo i-ni-ma-gi-ná-vel... Eu imagino.
O fato é que nesses ambientes o que se vê é um exército de profissionais enlouquecidos, com raras exceções, para mostrar ao mundo em primeira mão as informações ou imagens colhidas, algumas vezes em particular, na maioria das outras coletivamente. É como se do outro lado existisse um ser desesperado, roendo o restante das unhas e remexendo o já desarrumado cabelo, batendo insistente e ansiosamente o pé num compasso de agonia, ávido por aquele conteúdo: o senhor internauta. Impossível saber se ele está ali mesmo, aguardando, ou vai voltar mais tarde, numa boa, sem pressa alguma. Nem mesmo é possível saber se ele vai voltar. Mas partimos sempre do princípio de que ele já está ali e impaciente.
"A vida sem internet era bem mais fácil e menos corrida, hein!", observou um diretor de marketing brasileiro ao ver o fotógrafo encostado na parede de um dos corredores do Palais, apoiando o MacBook nos joelhos semi-flexionados para enviar fotos à sua redação no Brasil, aproveitando aqueles 3 minutinhos que sobrariam para um respiro entre uma seção de clicks e outra.
Agora, por exemplo, estou em frente à TV ligada na transmissão do Brasileirão para acompanhar o jogo do Santos contra o Vasco - que por enquanto, para alimentar minha esperança de deixar a lanterna do campeonato, está 4x1. No colo, sobre uma almofada, o MacBook no qual revisito este tão abandonado blog ao mesmo tempo em que leio as últimas notícias dos jornais online, tento aperfeiçoar meus conhecimentos sobre programas de edição de vídeos e acompanho a audiência do www.propmarkTV.com.br, pelo qual sou responsável. E como uma orgulhosa Balzaquiana, nem sou dessa geração que já nasce digital. Mas me sinto cada vez mais inserida nesse mundo internético.
Há uma necessidade de estar online full time. É natural. E mesmo assim a sensação é sempre de que há algo por fazer, de que estou em atraso com as atualizações. Sem dúvidas aquele diretor de marketing tinha razão: minha vida sem internet também era bem mais fácil e menos corrida. Mesmo assim, que nunca falte o sinal ou que não se repitam panes como a recente ocorrida nos sistemas da Telefônica, deixando todos os usuários de Speedy sem conexão.
E viva a comunicação em tempo real! E viva o senhor internauta que está ai para ler o que estou a escrever aqui, se é que você existe!!! Espero que sim.
Aproveito para postar aqui um vídeo produzido pelo Santos Futebol Clube para comemorar o prêmio Marketing Best 2007. Afinal, estamos precisando de muitos motivos mais do que um Santos 4x2 Vasco para festejar.
Ops! 5x2. Ainda bem que dei uma última olhada no site de esportes antes de postar esse texto. Até a próxima!
OBS. Em tempo, tenho que dizer que não estava torcendo CONTRA o Vasco, só a favor do Santos ;)
O fato é que nesses ambientes o que se vê é um exército de profissionais enlouquecidos, com raras exceções, para mostrar ao mundo em primeira mão as informações ou imagens colhidas, algumas vezes em particular, na maioria das outras coletivamente. É como se do outro lado existisse um ser desesperado, roendo o restante das unhas e remexendo o já desarrumado cabelo, batendo insistente e ansiosamente o pé num compasso de agonia, ávido por aquele conteúdo: o senhor internauta. Impossível saber se ele está ali mesmo, aguardando, ou vai voltar mais tarde, numa boa, sem pressa alguma. Nem mesmo é possível saber se ele vai voltar. Mas partimos sempre do princípio de que ele já está ali e impaciente.
"A vida sem internet era bem mais fácil e menos corrida, hein!", observou um diretor de marketing brasileiro ao ver o fotógrafo encostado na parede de um dos corredores do Palais, apoiando o MacBook nos joelhos semi-flexionados para enviar fotos à sua redação no Brasil, aproveitando aqueles 3 minutinhos que sobrariam para um respiro entre uma seção de clicks e outra.
Agora, por exemplo, estou em frente à TV ligada na transmissão do Brasileirão para acompanhar o jogo do Santos contra o Vasco - que por enquanto, para alimentar minha esperança de deixar a lanterna do campeonato, está 4x1. No colo, sobre uma almofada, o MacBook no qual revisito este tão abandonado blog ao mesmo tempo em que leio as últimas notícias dos jornais online, tento aperfeiçoar meus conhecimentos sobre programas de edição de vídeos e acompanho a audiência do www.propmarkTV.com.br, pelo qual sou responsável. E como uma orgulhosa Balzaquiana, nem sou dessa geração que já nasce digital. Mas me sinto cada vez mais inserida nesse mundo internético.
Há uma necessidade de estar online full time. É natural. E mesmo assim a sensação é sempre de que há algo por fazer, de que estou em atraso com as atualizações. Sem dúvidas aquele diretor de marketing tinha razão: minha vida sem internet também era bem mais fácil e menos corrida. Mesmo assim, que nunca falte o sinal ou que não se repitam panes como a recente ocorrida nos sistemas da Telefônica, deixando todos os usuários de Speedy sem conexão.
E viva a comunicação em tempo real! E viva o senhor internauta que está ai para ler o que estou a escrever aqui, se é que você existe!!! Espero que sim.
Aproveito para postar aqui um vídeo produzido pelo Santos Futebol Clube para comemorar o prêmio Marketing Best 2007. Afinal, estamos precisando de muitos motivos mais do que um Santos 4x2 Vasco para festejar.
Ops! 5x2. Ainda bem que dei uma última olhada no site de esportes antes de postar esse texto. Até a próxima!
OBS. Em tempo, tenho que dizer que não estava torcendo CONTRA o Vasco, só a favor do Santos ;)
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sexta-feira, 13 de junho de 2008
Direto de Cannes

Já estou na França. A foto foi tirada no aeroporto de Orly, em Paris. Por falar em Paris, como essa cidade tem magia. Já estive lá em situações bem diferentes. E ontem, passando pelas ruas no trajeto entre os aeroportos Charles de Gaule e Orly, entendi um pouco do que Paris exerce em mim. É uma cidade que abriga a cada um com seus sentimentos, suas emoções. A cidade luz de prédios e construções em tons pastéis - há uma lei municipal que determina as cores permitidas para as fachadas - é a cidade colorida, quando a alma tem cores. Paris me encanta e me deixo encantar por Paris. Mesmo com o trânsito que me fez lembrar São Paulo, Paris, Je t'aime!
Mas essa é uma passada rápida por aqui só pra dizer que já estou em Cannes. Convido você para dar um giro comigo por esta bela e glamourosa cidade da Riviera Francesa, clicando aqui.
Ou então, pode visitar a seção Direto do Palais.
Diariamente, até 22 de junho, não deixe de acessar ao www.propmarktv.com.br/cannes2008
Te espero.
sábado, 7 de junho de 2008
Agora é propmarkTV
Desculpas por esses dias de ausência desavisada. Estava comemorando o nascimento de um filho. Quer dizer, comemorando depois de parir. Um filho que tem mãe, pai, tios, avós, e que apresento agora pra vocês: o propmarkTV. 
Esta é a edição especial para a cobertura do Cannes Lions 2008. Se vocês quiserem ir comigo para a Riviera Francesa e saber o que e como as coisas acontecem no maior festival de publicidade - e marketing - do mundo, é só acessar www.propmarktv.com.br/cannes2008 . Espero vocês! Eu e a equipe do propmark e da Editora Referência.
Vou tentar dar aquela passadinha aqui de vez em quando, mas até meu retorno ao Brasil, dia 2 de julho, vai ser difícil. Melhor vocês me visitarem por lá...

Esta é a edição especial para a cobertura do Cannes Lions 2008. Se vocês quiserem ir comigo para a Riviera Francesa e saber o que e como as coisas acontecem no maior festival de publicidade - e marketing - do mundo, é só acessar www.propmarktv.com.br/cannes2008 . Espero vocês! Eu e a equipe do propmark e da Editora Referência.
Vou tentar dar aquela passadinha aqui de vez em quando, mas até meu retorno ao Brasil, dia 2 de julho, vai ser difícil. Melhor vocês me visitarem por lá...
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quarta-feira, 4 de junho de 2008
Para que nem tudo seja descartável
O copo feito de um plástico cor de laranja se destacava na bagunça da minha mesa. Mesmo assim demorou até que atraísse minha atenção. "De quem é?", perguntei quando o notei. "Seu", responderam em coro. Não dei muita bola já que àquela altura um outro fato qualquer - uma manchete nos jornais online, as respostas de uma aguardada entrevista ou um telefonema -, me desviou do assunto e me levou novamente para a demanda de trabalho intenso. Só bem mais tarde me dei conta da resposta. "Esse copo não é meu", continuei quando na sala o assunto já era esquecido. "É sim. A firma que comprou um pra cada um e vai parar de usar copos descartáveis", respondeu a faxineira que entrava abruptamente na sala para limpar os cestos de lixo. A resposta me deixou aliviada. Não por solucionar o mistério do copo laranja. O fato é que há meses, talvez anos, tenho tentado controlar o impulso de jogar o copo descartável no lixo depois de tomar água, o que faço várias vezes ao dia. "De novo" é o que penso todas as vezes quando vejo mais um copo empilhado sobre os outros, no lixo.Consciência é diferente de cultura, de hábitos, mas é um caminho. Neste caso foram raras as vezes em que ela me fez mudar de atitude. Preciso confessar que já tinha em minha mesa uma caneca para o café e um copo de vidro para a água. Mas era inconsciente. Afinal, o copinho descartável tinha uma missão para estar ali, na minha frente, ao lado da cafeteira e do filtro de água.
Agora, na ausência dos descartáveis vou ter que me adaptar ao copo laranja que já passou a fazer parte do cenário montado em minha mesa. É uma nova realidade. Uma pequena mudança de hábito que vai proteger o planeta de uns 5 copinhos por dia, 25 por semana, 100 por mês, 1,2 mil por ano... só meus. É preciso mudar já que nosso planeta não é descartável. Pelo menos não deveria ser!
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