sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Sentada no McDonald's da esquina

Há 2h30 estou aqui, dentro dessa fábrica de banhas e colesterol, sem poder sair. Há 30 minuto abri o laptop para escrever. Mas sem internet. “Desculpa, senhora, mas não posso fornecer internet por que não recebemos os cartões este mês”, disse-me o gerente do balcão.
Senhora? Ele tem noção que me chamou de senhora? E logo depois de eu ter ingerido algo entre 2 mil a 3 mil calorias – e desejo ardentemente que não tenha passado disso. Sim, por que o que mais há para fazer em um McDonald's se não COMER? Mas só enquanto espero a chuva passar, oras, e a diminuir a fila de pessoas aguardando atendimento da mesma cooperativa de táxi que eu... Isso é São Paulo.
Meu carro está na revisão. Peguei carona até uma avenida próxima de casa – não mais que 15 minutos de carro em trânsito normal, o que tem sido raro em São Paulo. Minha casa está logo ali... o chuveiro, a roupa limpa, a cama macia onde posso esperar por Ele... e eu aqui. Sentada no McDonald's da esquina esperando a chuva passar e algum táxi me resgatar. Será?
“NÃÃÃO. NÃO QUERO MAIS NAAADA... obrigada!”.

Ops, me desculpe. Estava falando com a garçonete.

Obs. Eu fiquei mesmo sem internet. Escrevi no word e depois copiei aqui no blog.
Obs.2. Cheguei em casa depois de 3h15 desde a hora que cheguei no McDonald's.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Academia filosófica



Há alguns dias percebi que preciso voltar a malhar. Me matricular em uma academia e levar a sério. Não só pelo corpo que denuncia os 30 e poucos anos, mas pela alma. Sr(a) Mente reclama que tem trabalhado muito enquanto o Sr. Corpo se mantém em repouso, horas no carro - nesse trânsito infernal -, outras horas na cadeira enquanto edito vídeos, algumas poucas em pé ou sentada, conversando com algum entrevistado...
Alongamento para mim tem sido esticar o braço até alcançar a altura certa do tripé e exercício aeróbico, o sobe e desce da escada de casa para pegar algo esquecido no andar de cima, ou de baixo – o que evito ao máximo empilhando nos degraus o que precisa descer ou subir para tentar levar tudo de uma vez. Concordo com você, isso não é exercício e preciso da academia.
Pois bem, do alto da minha consciência de necessidade cerceada pela falta de tempo, eis que ontem me encontrava semi-deitada em uma sala onde se discutia fi-lo-so-fia. Não a de boteco. Filosofia mesmo, sob a ótica de Nietsche. Com especialista e tudo. Sim. Cai na tentação e quase – mas quase mesmo – me matriculei no curso de filosofia.
Nada contra. Pelo contrário, ADORO filosofia. Sempre gostei e alguém muito especial, o saudoso e querido professor Zizo (alunos da Unilago/S.J.Rio Preto, é ele mesmo), conseguiu reforçar ainda mais minha admiração pela disciplina. Mas acho que do alto dos meus 30 e poucos anos, me interesso mais por filosofar sobre a vida mesmo, a real. A minha, a das minhas amigas, com exemplos, comparações, percepções, achismos descompromissados mas levados sempre a sério... Aqueles papos que lavam a alma. E que só reforçam questões como a de que não preciso tanto de filosofia, a não ser a que me mostra o quanto preciso, nesse momento da vida, de uma academia.

sábado, 24 de outubro de 2009

Bastardos Inglórios

Impressionante como Quentin Tarantino tem o dom. É isso, tem o dom. Ouvi que talvez Bastardos Inglórios seja o mais maduro de seus filmes. Concordo, apesar de não ter visto tooodos, confesso!

Até os personagens "canastrões", se é que pode-se dizer assim, ele fez com perfeição. Tudo, cada detalhe, faz sentido. Os fatos inesperados, o vilão... que vilão. E não estou falando do Brad Pitt.

Quer saber, tem que ver. Mesmo que seja para discordar de mim.

TRAILER TRADUZIDO:
video

A festa

Foi ótima. Aconteceu de tudo. Tudo mesmo.

-Invasão de besouros - dos pequenos, mas em quantidade que beirava ao insuportável. A melhor comparação, para se ter uma ideia, foi a de que parecia que todo o feijão preto do mundo tinha sido espalhado pelo chão.

-Ameaça de tempestade, com raios e trovoadas que prometiam um terrível temporal. A chuva, na verdade, foi pouca. Mas suficientemente para que todos tivessem que deixar o "ar livre" e se instalar na varanda ao redor da casa, ao menos por uns minutinho.

-Falta de energia elétrica com direito a tentativa de fogueira - apagada pela chuva, claro. Muitos homens movidos a "álcool" tentando montar uma parafernália que trouxesse a luz - entre os destaques, o corte de um soquete com facão. Luzes de emergência que começaram a aparecer de todos os lados - quase na mesma quantidade que os besouros - mas que solucionaram o problema.

-Pai de aniversariante com bolo na cabeça, mas justificadamente: ele queria.

-Bolo ensopado pela água que escorreu do congelador da geladeira - ninguém lembrou que sem energia a geladeira descongela.

Mas o melhor de tudo foi comemorar com meu primo-irmão Giulianno, nascido em 15 de outubro e velho companheiro de festas de aniversário, e ter toda a família e o grande amor da minha vida ao meu lado.

Uma festa para nunca mais esquecer.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Quase 32

É amanhã. Estou me despedindo dos 31 e feliz. Não porque se foram, mas pelo que me permitiram...

-Pausa para a "festa surpresa da qual escolhi até o bolo, ou melhor, o côco - queria abacaxi com côco e fizeram prestígio", aqui no trabalho. Já volto...
-Voltei. E o bolo estava uma delícia... huuummmmm!!!

Mas vamos adiante. Afinal, é para nos lembrar que a vida segue que fazemos aniversário, não? Também. Adoro fazer aniversário para receber parabéns. Desejos de felicidades. Nesse dia as pessoas falam das coisas boas que te desejam. E aproveito cada bom desejo para renovar minhas forças.

Se você é daquelas pessoas que não gostam muito do famoso "fazer anos", tente pensar diferente. Não pense no passar dos anos, mas no que viveu em cada um deles. Em quem eles te transformaram. Se há algo que o incomoda, é o motivo para mudar: "amadureci", justifique, se lhe convier. E mude, mesmo que seja para poder voltar atrás depois. Você pode. É tudo questão de escolhas. A vida é feita delas... E quanto mais o tempo passa, mais me convenço de que não existe certo ou errado. Existem consequências, mas e daí? Se houver consciência, que venham as consequências.
A vida vai, não volta. Que bom, sinal de que há sempre mais por viver. Busque o novo, quando for interessante. Mas encontre o prazer no que já faz parte da sua vida: a família, os velhos amigos, o amor da sua vida (esteja ele ao seu lado ou não).

Esteja feliz a cada momento. Encontre a alegria de viver em você e compartilhe. Peça perdão quando sentir vontade. Sorria. Chore e sorria novamente. Abrace. Peça. Dê. Devolva - mas só o que for bom. Aprenda coisas novas. Reaprenda coisas velhas de maneira diferente. Corte o cabelo. Arrume-se. E antes de apagar as velinhas do bolo, interiorize a luz na certeza de que elas não estão se apagando, mas se transferindo para dentro de você. Há um ano inteiro até seu próximo aniversário... aproveite!



A vida está ai. E eu estou com ela!
Que eu tenha um feliz aniversário... hoje, amanhã e sempre.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

"Orgulhosa demais, frágil demais"


A vida de Maria Callas, de Alfonso Signorini. Este foi o último livro que devorei com a mesma intensidade com que a protagonista desta história real viveu e morreu tantas vezes ao longo de sua trajetória.

Uma mulher que nasceu com o dom de ser só e a necessidade de ter o público aos seus pés. De viver ao som de aplausos e suspiros. Capaz de seduzir com seu pesado e maltratado corpanzil enquanto aguardava o momento exato para metamoforsear-se e então iniciar sua "escalada ao Olimpo", como ela mesma sentencia, segundo descreve o autor.

Um livro apaixonante sobre uma mulher que renuncia a si mesma pelo amor de um homem de sobrenome Onassis. Ele, contraditório nas proporções em que destina seus bens e sua ternura à amante Callas, cuja consciência só lhe chega com a morte. Mas em tempo de ter o perdão.

Sinto-me ainda envolvida pela biografia que despertou em mim algo como uma vontade de traçar um foco e seguir rumo a ele sem que nada me detenha. Não ser alguém como Callas apenas na aparência, cuja semelhança me foi sugerida algumas vezes, mas um pouco mais na alma assertiva de uma Callas que foi o que quis ser.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Curiosidade

Ontem fiz uma entrevista super bacana com o Marcelo Duarte, jornalista - como eu - e autor da coleção "O Guia dos Curiosos". Foi durante o lançamento do primeiro livro corporativo que ele escreveu: "O Guia dos Curiosos Gafisa". A ideia nasceu na campanha publicitária criada pela agência Giovanni+Draftfcb para comemorar os 55 anos da empresa.
Agora deixe a curiosidade de lado e assista aqui.

Mas se vc estiver com aqueeela fominha, dê uma olhadinha na reportagem que eu fiz na Lanchonete da Cidade, sobre a ação que a Pepper fez para o Mini Cooper, da BMW... de dar água na boca. Quer ver? Clique aqui.