sábado, 24 de outubro de 2009

Bastardos Inglórios

Impressionante como Quentin Tarantino tem o dom. É isso, tem o dom. Ouvi que talvez Bastardos Inglórios seja o mais maduro de seus filmes. Concordo, apesar de não ter visto tooodos, confesso!

Até os personagens "canastrões", se é que pode-se dizer assim, ele fez com perfeição. Tudo, cada detalhe, faz sentido. Os fatos inesperados, o vilão... que vilão. E não estou falando do Brad Pitt.

Quer saber, tem que ver. Mesmo que seja para discordar de mim.

TRAILER TRADUZIDO:
video

A festa

Foi ótima. Aconteceu de tudo. Tudo mesmo.

-Invasão de besouros - dos pequenos, mas em quantidade que beirava ao insuportável. A melhor comparação, para se ter uma ideia, foi a de que parecia que todo o feijão preto do mundo tinha sido espalhado pelo chão.

-Ameaça de tempestade, com raios e trovoadas que prometiam um terrível temporal. A chuva, na verdade, foi pouca. Mas suficientemente para que todos tivessem que deixar o "ar livre" e se instalar na varanda ao redor da casa, ao menos por uns minutinho.

-Falta de energia elétrica com direito a tentativa de fogueira - apagada pela chuva, claro. Muitos homens movidos a "álcool" tentando montar uma parafernália que trouxesse a luz - entre os destaques, o corte de um soquete com facão. Luzes de emergência que começaram a aparecer de todos os lados - quase na mesma quantidade que os besouros - mas que solucionaram o problema.

-Pai de aniversariante com bolo na cabeça, mas justificadamente: ele queria.

-Bolo ensopado pela água que escorreu do congelador da geladeira - ninguém lembrou que sem energia a geladeira descongela.

Mas o melhor de tudo foi comemorar com meu primo-irmão Giulianno, nascido em 15 de outubro e velho companheiro de festas de aniversário, e ter toda a família e o grande amor da minha vida ao meu lado.

Uma festa para nunca mais esquecer.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Quase 32

É amanhã. Estou me despedindo dos 31 e feliz. Não porque se foram, mas pelo que me permitiram...

-Pausa para a "festa surpresa da qual escolhi até o bolo, ou melhor, o côco - queria abacaxi com côco e fizeram prestígio", aqui no trabalho. Já volto...
-Voltei. E o bolo estava uma delícia... huuummmmm!!!

Mas vamos adiante. Afinal, é para nos lembrar que a vida segue que fazemos aniversário, não? Também. Adoro fazer aniversário para receber parabéns. Desejos de felicidades. Nesse dia as pessoas falam das coisas boas que te desejam. E aproveito cada bom desejo para renovar minhas forças.

Se você é daquelas pessoas que não gostam muito do famoso "fazer anos", tente pensar diferente. Não pense no passar dos anos, mas no que viveu em cada um deles. Em quem eles te transformaram. Se há algo que o incomoda, é o motivo para mudar: "amadureci", justifique, se lhe convier. E mude, mesmo que seja para poder voltar atrás depois. Você pode. É tudo questão de escolhas. A vida é feita delas... E quanto mais o tempo passa, mais me convenço de que não existe certo ou errado. Existem consequências, mas e daí? Se houver consciência, que venham as consequências.
A vida vai, não volta. Que bom, sinal de que há sempre mais por viver. Busque o novo, quando for interessante. Mas encontre o prazer no que já faz parte da sua vida: a família, os velhos amigos, o amor da sua vida (esteja ele ao seu lado ou não).

Esteja feliz a cada momento. Encontre a alegria de viver em você e compartilhe. Peça perdão quando sentir vontade. Sorria. Chore e sorria novamente. Abrace. Peça. Dê. Devolva - mas só o que for bom. Aprenda coisas novas. Reaprenda coisas velhas de maneira diferente. Corte o cabelo. Arrume-se. E antes de apagar as velinhas do bolo, interiorize a luz na certeza de que elas não estão se apagando, mas se transferindo para dentro de você. Há um ano inteiro até seu próximo aniversário... aproveite!



A vida está ai. E eu estou com ela!
Que eu tenha um feliz aniversário... hoje, amanhã e sempre.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

"Orgulhosa demais, frágil demais"


A vida de Maria Callas, de Alfonso Signorini. Este foi o último livro que devorei com a mesma intensidade com que a protagonista desta história real viveu e morreu tantas vezes ao longo de sua trajetória.

Uma mulher que nasceu com o dom de ser só e a necessidade de ter o público aos seus pés. De viver ao som de aplausos e suspiros. Capaz de seduzir com seu pesado e maltratado corpanzil enquanto aguardava o momento exato para metamoforsear-se e então iniciar sua "escalada ao Olimpo", como ela mesma sentencia, segundo descreve o autor.

Um livro apaixonante sobre uma mulher que renuncia a si mesma pelo amor de um homem de sobrenome Onassis. Ele, contraditório nas proporções em que destina seus bens e sua ternura à amante Callas, cuja consciência só lhe chega com a morte. Mas em tempo de ter o perdão.

Sinto-me ainda envolvida pela biografia que despertou em mim algo como uma vontade de traçar um foco e seguir rumo a ele sem que nada me detenha. Não ser alguém como Callas apenas na aparência, cuja semelhança me foi sugerida algumas vezes, mas um pouco mais na alma assertiva de uma Callas que foi o que quis ser.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Curiosidade

Ontem fiz uma entrevista super bacana com o Marcelo Duarte, jornalista - como eu - e autor da coleção "O Guia dos Curiosos". Foi durante o lançamento do primeiro livro corporativo que ele escreveu: "O Guia dos Curiosos Gafisa". A ideia nasceu na campanha publicitária criada pela agência Giovanni+Draftfcb para comemorar os 55 anos da empresa.
Agora deixe a curiosidade de lado e assista aqui.

Mas se vc estiver com aqueeela fominha, dê uma olhadinha na reportagem que eu fiz na Lanchonete da Cidade, sobre a ação que a Pepper fez para o Mini Cooper, da BMW... de dar água na boca. Quer ver? Clique aqui.

sábado, 12 de setembro de 2009

Se o mundo fosse dos Nets eu queria viver na Lua

Se existe um caso de propaganda mentirosa é a da NET. Ou então, o mundo dos Nets propagado é pior que o inferno. Eu duvido que exista um cliente capaz de comprovar que tenha sido atendido em todas as suas solicitações feitas a esta operadora. Eu contratei o COMBO (TV, INTERNET e TELEFONE) há quase um mês e, por enquanto, o que tenho: apenas 1 ponto de TV funcionando - contratei 2 -, os fios de internet espalhados pela sala pq o instalador terceirizado não conseguiu instalar no andar de cima, onde há espaço reservado para isso, e a linha telefônica instalada, mas desligada, pq ele também não conseguiu instalar, e sem a extensão solicitada desde que fechei o contrato. Ou seja, tudo pela metade.

Agora, o maior fenômeno é a capacidade deles de só virem a sua casa quando você não está. Mesmo que as visitas sejam reagendadas, eles sempre vem quando não era para vir. E quando era... ahhhhh, senta e espera. Mas espera meeeesmo, pq não virão. E nem precisa ligar pq já te adianto qual será a resposta: "desculpa, senhora, mas não tem visita nenhuma agendada para hoje".

E sabe o que vc faz com aqueles 15 números do protocolo que vc anotou com todo o cuidado? Calma, não tome decisões precipitadas. Minha sugestão é que você tente fazer uma combinação desses números e jogue no bixo, ou na Mega Sena. Quem sabe você não fica rico e monta uma prestadora de serviços só pra você. Dessa forma, quando for mudar de casa, como eu, recentemente, será poupado da piadinha pronta da esmagadora maioria das pessoas com as quais comentar que está naquela fase de ajustes e concertos de toda mudança: "se você conseguir se resolver com a NET, o resto é fichinha". E a piada vem pronta antes mesmo de que eles saibam que você está tentando, a todo custo, ser um cliente Net. É a praga dos Nets.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Tempo de mudanças

Tanta coisa boa tem acontecido na minha vida, experiências que até gostaria de compartilhar... mas cadê tempo?!?

Tenho a impressão de que os ponteiros dos relógios andam estressados. Num tic-tac frenético que não consigo acompanhar. Na verdade, acho que a estressada sou eu. Eles só correm a favor do tempo - e contra mim.

Ufa! Consegui vir aqui para respirar. Escrever. Compartilhar.

Algumas mudanças vem como um turbilhão. Daqueles que nos fazem a pessoa mais feliz do mundo, mas também a mais ocupada do universo.

Mudar de casa, por exemplo. Quando a nova casa passa por reformas, a sua vida passa a girar em torno daqueles intermináveis check-lists que nunca tem fim:
- comprar reator de iluminação;
- ver pintura do banheiro;
- ligar para instalador do box do banheiro;
- marcar limpeza do carpete;
- trocar dia da aula de inglês;
- comprar suporte do microondas... e por ai vai.

Você risca uma tarefa cumprida, e sempre tem outras duas ou três para acrescentar.
Mesmo assim, mudar faz bem. Se desfazer do velho, começar o novo. Preencher a vida de novidades. Mudar o salão de cabelereiro - em São Paulo a vida fica mais prática quando sua manicure está logo ali, ao alcance em 5 minutos de caminhada, no máximo. Pelo menos para mim. Mudar o supermercado. Descobrir as lojinhas que estão ao redor, os cafés, os restaurantes... Claro, até agora descobri mesmo o salão de manicure, por pura necessidade, já que para uma gravação na manhã desta segunda-feira eu precisava estar com as unhas feitas depois de mexer com todo tipo de produto de limpeza e afins. E, obviamente, a loja de materiais de construção, onde já sou reconhecida por toooodos que lá trabalham. É verdade que também já temos - meu namorado e eu - um repertório extenso de novos sabores de uma das melhores padarias que a gente já conheceu e que está logo ali, ao lado. Juntos estamos mesmo descobrindo novos sabores, novos prazeres, e isso é o que importa no final de cada dia, quando olhamos um para o outro, sorrimos e descansamos num abraço.

Compartilhar é mesmo a palavra. Compartilhar a vida. Mudar para estar ao lado. Dividir os afazeres e os pequenos problemas do dia a dia que são diluídos quando há soma de alegrias e conquistas. E há. Seguir lado a lado. Estar ao lado, logo ali. Podendo mudar tudo para manter dois ítens no check-list pessoal:
- amar;
- e ser feliz.