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domingo, 14 de junho de 2009

Cuidado, frágil!

Impressionante como a vida é frágil. No último dia 31 de maio 228 pessoas embarcavam em uma aeronave da Air France, carregando consigo lembranças e planos para quando a aeronave pousasse em solo firme, em Paris, como obviamente haveria de ser. Mas não foi. Por algum motivo que talvez só os mais elevados espiritualmente consigam entender, eles encerrariam ali suas jornadas nesta vida, deixando para trás um mundo perplexo e familiares e amigos inconformados e saudosos.

Histórias dos que poderiam estar no vôo mas não estavam, dos que não deveriam mas mudaram a passagem para embarcar no AF 447, me dão um certo conforto de que estavam os que tinham que estar e pronto. Na quarta-feira (17/06) embarco no AF 455, rumo ao mesmo Charles de Gaulle, em Paris. Aos que me perguntam se estou com medo, respondo: "já fui de carro ao velório de amigos que morreram de acidente de carro". Mas é claro que se paro para pensar, estou. Por isso, evito pensar. Terei 14 horas para pensar nisso quando estiver no ar, e ainda assim vou evitar. Levarei um bom livro e Allons-y!

No fundo não me resta dúvidas de que será uma bela viagem. Serão 10 dias de trabalho incessante para mostrar o desempenho brasileiro no Cannes Lions 2009, o melhor e mais importante festival da propaganda mundial - que hoje vai muito além da propaganda. Você pode acompanhar no www.propmarktv.com.br/cannes2009. Depois, uma semana de merecidas férias. No destino esta Dubrovnik, na Croácia, onde a companhia complementará o cenário, fazendo dele o mais perfeito do mundo!



Dá para pensar em outra coisa?!? Creio que não. Acredito que devemos seguir assim, escrevendo nossa própria história com momentos e lembranças inesquecíveis, planejando e realizando o que de melhor pudermos fazer. Caminhando ao longo da estrada sem pensar que em algum momento há um ponto de chegada, é inevitável. Então, VIVAMOS!!! E que um dia seja melhor do que o outro!!!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Direto de Cannes



Já estou na França. A foto foi tirada no aeroporto de Orly, em Paris. Por falar em Paris, como essa cidade tem magia. Já estive lá em situações bem diferentes. E ontem, passando pelas ruas no trajeto entre os aeroportos Charles de Gaule e Orly, entendi um pouco do que Paris exerce em mim. É uma cidade que abriga a cada um com seus sentimentos, suas emoções. A cidade luz de prédios e construções em tons pastéis - há uma lei municipal que determina as cores permitidas para as fachadas - é a cidade colorida, quando a alma tem cores. Paris me encanta e me deixo encantar por Paris. Mesmo com o trânsito que me fez lembrar São Paulo, Paris, Je t'aime!

Mas essa é uma passada rápida por aqui só pra dizer que já estou em Cannes. Convido você para dar um giro comigo por esta bela e glamourosa cidade da Riviera Francesa, clicando aqui.

Ou então, pode visitar a seção Direto do Palais.

Diariamente, até 22 de junho, não deixe de acessar ao www.propmarktv.com.br/cannes2008
Te espero.

domingo, 22 de julho de 2007

Paris nas telonas de São Paulo

Ontem assisti ao último - eu acho - dos três filmes em cartaz em São Paulo que se passam em Paris: "Paris, Te Amo". Os outros dois foram "Ratatouille" e "Medos Privados em Lugares Públicos". Recomendo os três.

Eu, que há menos de um mês estava na Cidade Luz, tive bons motivos para olhar para a telona e suspirar. Ah, Paris... Mas meus suspiros não eram solitários. Vários colegas de salas, cada um à sua maneira e com suas lembranças ou sonhos, reverenciavam as imagens e histórias que mostravam que Paris é mesmo tudo de bom.

"Ratatouille", a história do ratinho Remy que sonha em se tornar um cozinheiro famoso em Paris e se une ao orfão Linguini, encanta também pela animação. As cores, formas e personagens nos despem dos preconceitos de gente grande e nos permitem mergulhar na história feito crianças. Aliás, nesta sessão, as risadas sobressaíam-se aos suspiros - que ainda assim eram percebidos pelos ouvidos mais atentos. A moral da história também vale - e muito - para nossa sociedade imediatista que acaba por exigir que abandonemos nossos sonhos para podermos cumprir com afinco nossas tarefas.

"Medos Privados em Lugares Públicos", de Alain Resnais, aborda as relações humanas e seus conflitos. Que atire a primeira pedra quem nunca se encontrou em situação parecida - quiçá idêntica a ponto de pensar em processar o autor por ter escancarado parte de sua vida na tela do cinema, assim, sem autorização. Romance e humor, muito bem dosados, fazem parte da trama. Tão bem dosados como deveriam ser na vida real, mas "enfin"!
Há muita neve e, como aprendi no curso de teatro, todo objeto de cena deve ter sua razão de ser. No filme a neve tem. E como... Jamais poderá ser considerada excesso ou apelo emocional - pelo menos para mim. E o que é aquele elenco... nem vou me ater aos nomes que não é meu forte, fazer o que? Mas há expressões ali que mereceriam, no mínimo, 24 horas de observação com o DVD em pausa. Uma riqueza para os estudiosos ou amantes da interpretação. Meus aplausos... clapt, clapt, clapt...

"Paris, Te Amo". Uma colcha de retalhos em que cada pedacinho de pano reflete a visão de um cineasta sobre Paris - ou de uma dupla, como a brasileira formada por Walter Salles e Daniela Thomas. Gostei do drama social de nossos conterrâneos sobre a mãe que deixa o próprio filho em uma creche para... bom, não vou contar o final. Claro que há episódios alí sem pé nem cabeça. Aliás, em alguns só faltou mesmo personagens como a folclórica e brasileiríssima mula-sem-cabeça... rs. Bom, deixa pra lá. Isso se perde entre tantas outras boas histórias.
A que mais me tocou, entretanto, é a da turista americana, solteirona e solitária. Tomadas as devidas proporções, acho que o momento do ápice da cena, em que ela realmente descobre Paris e Paris a ela, aconteceu comigo. Algo como: sua felicidade não está em Paris ser o que é, mas em você, que está em Paris. Dá para entender? Se você assistir ao filme vai entender. Do seu jeito, mas vai.

Mesmo sem falar ou entender francês*, estas idas ao cinema me fizeram muito bem. Ouvir francês e rever Paris me alimentaram a alma. E me fizeram repetir intimamente a suave e não tão pouco poderosa expressão Paris, Je T´Aime. Por isso, nem eu mesma sei quantas vezes quero dizer Au revouir!

*preciso corrigir esta lacuna porque desde criancinha acho a língua mais linda do mundo. Certa vez, lá pelos 8 anos, talvez, encontrei nos "arquivos secretos" do sítio do meu avô materno um dicionário de francês. Velhinho, coitado - o dicionário, não meu avô... rs. Que hoje está em algum lugar dos meus "arquivos secretos", em Ibirá. O francês continua a me encantar. Mesmo sem entender além de um bonjour, s'il vous plait, ma-cherie, mon petit... merci - se é que é assim que se escreve. Mas vou aprender. Diminuir o afinco com que realizo certas tarefas menos importantes e dedicar-me ao francês... Ah, o francês... Promessa!