Quem já visitou a sala de imprensa de um grande evento como o Cannes Lions, maior festival de publicidade do mundo que acontece na França, sabe o que é encontrar jornalistas em uma verdadeira guerra contra o maior concorrente dos concorrentes, o inatingível e incansável tempo. Cito o Cannes Lions que é minha maior referência em cobertura jornalística - o 4º Congresso Brasileiro de Publicidade também foi trabalhoso -, talvez por nunca ter ido a uma Copa do Mundo, por exemplo. Quem já foi diz que é algo i-ni-ma-gi-ná-vel... Eu imagino.
O fato é que nesses ambientes o que se vê é um exército de profissionais enlouquecidos, com raras exceções, para mostrar ao mundo em primeira mão as informações ou imagens colhidas, algumas vezes em particular, na maioria das outras coletivamente. É como se do outro lado existisse um ser desesperado, roendo o restante das unhas e remexendo o já desarrumado cabelo, batendo insistente e ansiosamente o pé num compasso de agonia, ávido por aquele conteúdo: o senhor internauta. Impossível saber se ele está ali mesmo, aguardando, ou vai voltar mais tarde, numa boa, sem pressa alguma. Nem mesmo é possível saber se ele vai voltar. Mas partimos sempre do princípio de que ele já está ali e impaciente.
"A vida sem internet era bem mais fácil e menos corrida, hein!", observou um diretor de marketing brasileiro ao ver o fotógrafo encostado na parede de um dos corredores do Palais, apoiando o MacBook nos joelhos semi-flexionados para enviar fotos à sua redação no Brasil, aproveitando aqueles 3 minutinhos que sobrariam para um respiro entre uma seção de clicks e outra.
Agora, por exemplo, estou em frente à TV ligada na transmissão do Brasileirão para acompanhar o jogo do Santos contra o Vasco - que por enquanto, para alimentar minha esperança de deixar a lanterna do campeonato, está 4x1. No colo, sobre uma almofada, o MacBook no qual revisito este tão abandonado blog ao mesmo tempo em que leio as últimas notícias dos jornais online, tento aperfeiçoar meus conhecimentos sobre programas de edição de vídeos e acompanho a audiência do www.propmarkTV.com.br, pelo qual sou responsável. E como uma orgulhosa Balzaquiana, nem sou dessa geração que já nasce digital. Mas me sinto cada vez mais inserida nesse mundo internético.
Há uma necessidade de estar online full time. É natural. E mesmo assim a sensação é sempre de que há algo por fazer, de que estou em atraso com as atualizações. Sem dúvidas aquele diretor de marketing tinha razão: minha vida sem internet também era bem mais fácil e menos corrida. Mesmo assim, que nunca falte o sinal ou que não se repitam panes como a recente ocorrida nos sistemas da Telefônica, deixando todos os usuários de Speedy sem conexão.
E viva a comunicação em tempo real! E viva o senhor internauta que está ai para ler o que estou a escrever aqui, se é que você existe!!! Espero que sim.
Aproveito para postar aqui um vídeo produzido pelo Santos Futebol Clube para comemorar o prêmio Marketing Best 2007. Afinal, estamos precisando de muitos motivos mais do que um Santos 4x2 Vasco para festejar.
Ops! 5x2. Ainda bem que dei uma última olhada no site de esportes antes de postar esse texto. Até a próxima!
OBS. Em tempo, tenho que dizer que não estava torcendo CONTRA o Vasco, só a favor do Santos ;)
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domingo, 27 de julho de 2008
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Direto de Cannes

Já estou na França. A foto foi tirada no aeroporto de Orly, em Paris. Por falar em Paris, como essa cidade tem magia. Já estive lá em situações bem diferentes. E ontem, passando pelas ruas no trajeto entre os aeroportos Charles de Gaule e Orly, entendi um pouco do que Paris exerce em mim. É uma cidade que abriga a cada um com seus sentimentos, suas emoções. A cidade luz de prédios e construções em tons pastéis - há uma lei municipal que determina as cores permitidas para as fachadas - é a cidade colorida, quando a alma tem cores. Paris me encanta e me deixo encantar por Paris. Mesmo com o trânsito que me fez lembrar São Paulo, Paris, Je t'aime!
Mas essa é uma passada rápida por aqui só pra dizer que já estou em Cannes. Convido você para dar um giro comigo por esta bela e glamourosa cidade da Riviera Francesa, clicando aqui.
Ou então, pode visitar a seção Direto do Palais.
Diariamente, até 22 de junho, não deixe de acessar ao www.propmarktv.com.br/cannes2008
Te espero.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Ela poderia ter sido Cleuza, mas preferiu apenas interpretá-la
Ainda não assisti ao filme “Linha de Passe”*, dirigido por Walter Salles e Daniela Thomas. Se o tivesse, poderia até expor uma opinião sobre a performance da atriz Sandra Corveloni. Opinião pessoal, antes de tudo, embalada pelo que aprendi no Teatro Escola Macunaíma, onde me formei. Mas que em nada mudaria os fatos. Nem tampouco tiraria os méritos da brasileira que conquistou a Palma de Ouro como Melhor Atriz no Festival de Cinema de Cannes deste ano.
Ela é brasileira e paulistana. Ela desfila uma beleza real. Ela estava em casa, brincando com o filho, quando foi declarada a melhor atriz de 2008, no glamouroso Palais des Festivals de Cannes, na França, por interpretar Cleuza, a mãe solteira de cinco filhos – um deles ainda na barriga - que luta diariamente pela sobrevivência e contra a exclusão social. Ela se destacou entre estrelas como Angelina Jolie, que concorria pela atuação em “Clint Eastwood”, e Julianne Moore, atriz de "Ensaio Sobre a Cegueira", do diretor brasileiro Fernando Meirelles.
Sandra Corveloni é a mulher da vez. Toda a mídia se joga aos pés da nova musa morena. A menina que viveu na periferia e poderia ter tido destino semelhante ao de Cleuza, sua personagem. Ou pior. Mas se deu conta de que a vida não permite ensaios. Viver é estar em cena e Sandra decidiu que o roteiro da sua história caminharia para um final feliz. Não esperou que a própria sorte mudasse seu rumo. Caminhou. Transpirou. E que venham as palmas, os ouros e os louros. Que não falte coragem, determinação e muito trabalho, já que as cortinas ainda não se cerraram.
A foto é de Tiago Queiroz e foi publicada no www.estadao.com.br.
*“Linha de passe” concorreu também como Melhor Filme no Festival de Cinema de Cannes de 2008, mas o título ficou com “Entre Les Murs” (Entre as Paredes), do diretor Laurent Cantet.
Ela é brasileira e paulistana. Ela desfila uma beleza real. Ela estava em casa, brincando com o filho, quando foi declarada a melhor atriz de 2008, no glamouroso Palais des Festivals de Cannes, na França, por interpretar Cleuza, a mãe solteira de cinco filhos – um deles ainda na barriga - que luta diariamente pela sobrevivência e contra a exclusão social. Ela se destacou entre estrelas como Angelina Jolie, que concorria pela atuação em “Clint Eastwood”, e Julianne Moore, atriz de "Ensaio Sobre a Cegueira", do diretor brasileiro Fernando Meirelles.
Sandra Corveloni é a mulher da vez. Toda a mídia se joga aos pés da nova musa morena. A menina que viveu na periferia e poderia ter tido destino semelhante ao de Cleuza, sua personagem. Ou pior. Mas se deu conta de que a vida não permite ensaios. Viver é estar em cena e Sandra decidiu que o roteiro da sua história caminharia para um final feliz. Não esperou que a própria sorte mudasse seu rumo. Caminhou. Transpirou. E que venham as palmas, os ouros e os louros. Que não falte coragem, determinação e muito trabalho, já que as cortinas ainda não se cerraram.A foto é de Tiago Queiroz e foi publicada no www.estadao.com.br.
*“Linha de passe” concorreu também como Melhor Filme no Festival de Cinema de Cannes de 2008, mas o título ficou com “Entre Les Murs” (Entre as Paredes), do diretor Laurent Cantet.
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