quinta-feira, 12 de março de 2009

O bom de ser mulher

O Dia Internacional da Mulher é uma das datas sobre as quais eu diria que há controvérsias. A maneira como é comercialmente celebrada não faz jus ao motivo pelo qual o dia 8 de março de 1857 entrou para a história. Nesta data, 129 operárias de uma fábrica de tecidos de Nova York morreram queimadas em uma ação policial. Brutalmente caladas durante uma manifestação pela diminuição da jornada diária de trabalho, de 14h para 10h, e o direito à licença-maternidade.

Direitos dos quais muitas vezes abrimos mão por sermos super-mulheres modernas, do século XXI, prontas para cuidar da casa, dos filhos, dos maridos sem deixar de sermos impecáveis como profissionais, bem-sucedidas sempre e mantermos nossos corpos sarados mesmo que tenhamos que malhar de madrugada, enquanto todos dormem.

Pensando nisso, decidi produzir um vídeo para o propmarkTV, site do qual sou editora de imagem e conteúdo, utilizando trechos de entrevistas que fiz com mulheres do mundo do marketing e da propaganda para o próprio site. Deu um trabalhão danado. Sozinha, vasculhei os arquivos procurando mostrar que essas mulheres são líderes justamente por enxergarem o mundo como mulheres, mesmo quando o universo que as cerca é assustadoramente masculino. Ao terminar, já noite adentro da sexta-feira, revi o vídeo com um sorriso nos lábios e a sensação de missão cumprida.

Peguei meu carro e corri contra o tempo, ansiosa por chegar a tempo da sessão de cinema combinada com meu amorzão. A Rádio SulAmérica Trânsito me desencorajava. Em todos os cantos a situação era caótica. Mas pelas vias por que passei, incrivelmente, os poucos carros fluiam... Eu ainda estava no carro quando recebi minha maior recompensa: o sorriso dele e o beijo jogado em minha direção. Nessas horas, quando nos sentimos mais mulheres do que nunca, é que costumo agradecer à Deus por poder usar batom, rímel e saia, sem me tornar por isso alvo de questionamentos.

E quero agradecer aqui, em público, às mulheres que me deram tanto trabalho de edição pela riqueza de suas palavras.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Pôr-do-sol


Quero a vida sempre assim
com você perto de mim
até o apagar da velha chama
e eu que era triste
descrente desse mundo
ao encontrar você eu conheci
o que é felicidade, meu amor! (Tom Jobim)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Você ainda diria que a internet é fria e separa as pessoas?!?



Definitivamente a internet abre um novo mundo diante de um olhar curioso, desperto e decidido. Cada vez e sempre mais. Uma nova geração surge: a que mistura os jovens que praticamente nascem sabendo aos nem tão jovens assim, que estão aprendendo, orgulhosamente, como eu, a conviver nesta nova atmosfera.

Quem cai nesta rede pode ser peixe, gato ou cachorro. Pode ser o que quiser que há espaço. Viva as diferenças que convivem tão harmoniosamente com as críticas vindas de todos os lado, doa a quem doer.

A palavra de ordem é compartilhar. Como fiz com esse vídeo que assisti no blog do Fred Pacheco, que por sua vez recebeu a indicação da Verônica - que provavelmente nem conheço. E está lá no Youtube também, marcando 5.882.146 exibições até exatas 01h12 da madrugada desta terça-feira (10).

O Fred Pacheco usou o vídeo para falar sobre viralização como um processo natural para "boas peças com conteúdos interessantes". Concordo com ele e com alguns outros publicitários que tem questionado sobre como uma agência pode vender um vídeo ou ação como sendo viral? E se as pessoas não gostarem e não espalharem? Alguém está se esquecendo que a internet tem por princípio a liberdade de escolha. Mas não é sobre isso que quero falar agora.

Para mim, este vídeo é uma edição artística feita pela Playing for change. A matéria-prima, como o próprio nome diz: música ao redor do mundo. Pé na estrada, olhar e ouvidos atentos, captar imagem e som e ação!

Mas o que realmente me chamou a atenção foi a clareza poética com que prova que a internet pode unir as pessoas sim, mesmo que tão distantes geograficamente. E isso inclui as que aparecem no vídeo e as que, como eu, se emocionaram diante da tela do computador.

Playing for change, estou aplaudindo de pé! Vocês e sua magnífica orquestra around the world.
Clapt! Clapt! Clapt!

domingo, 25 de janeiro de 2009

I'm back...

... Until when? I don't know, sorry!

Sei que não é a melhor maneira de começar um post. Ainda mais o primeiro do ano. Mas eu decidi ser sincera.

Seria melhor começar pelo FELIZ ANO NOVO!
Ok, ai está.

Bem, mas não foi por falta de assunto que me ausentei. Nas férias, por exemplo, li bons livros que gostaria de ter compartilhado com meus leitores. E apesar de ter passado parte delas (as férias) praticamente afastada da conectividade no delicioso sítio de meus pais - paraíso graças ao qual consegui colocar a leitura em dia e ganhar alguns deliciosos quilinhos - passei a outra maior parte conectada sim, mas o mínimo possível.

Vamos aos livros:
"Maitê Proença - Uma vida inventada". Simplesmente delicioso e eu diria até que transformador. Aos preconceituosos de plantão - sim, ser artista "Global" arrasta público para teatro mas também gera preconceito - digo que vale rever o conceito. Naquelas páginas escritas com um texto atraente e rápido, deparei-me com a mulher Maitê cuja vida, Ulalá, não foi das mais generosas, apesar da beleza estonteante. Maitê mistura ficção com realidade na medida exata e leva à reflexão de seus dramas sem ser dramática. De tão bom eu li e pude compartilhar com pessoas especiais, entre elas minha amada mãe. Inclusive tenho que agradecer as amigas Fernanda e a Marilena que tem me colocado diante de ótimas leituras.


Terminado esse parti para o romance "Os Catadores de Conchas". Presente de aniversário de uma grande amiga e sobre o qual posso revelar um fato em público já que o fiz pessoalmente. Ao me deparar com um romance pensei: "preciso avisar minha amiga que os romances não me agradam tanto quanto as biografias." Para minha sorte resolvi confessar depois de ler as quase 700 páginas que me aguardavam. Ainda bem. Há tempos não mergulhava em história inventada - essa sim, bem mais que a de Maitê cuja realidade é presença constante - tão envolvente. Havia me esquecido de como os bons romances podem ser prazerosos e isso devo a Pati.

Foi então que, presenteada e sinceramente agradecida já que amo ganhar livros, finalmente pude ser apresentada à Capitu da literatura, não ainda pelo original "Dom Casmurro" de Machado de Assis - mais uma confissão, eu não li o tal - mas pelo livro que considero uma proposta ousada de Domício Proença Filho, "Capitu - Memórias Póstumas".
Resgatando trechos do relato de Bentinho, o autor das memórias póstumas de Capitu dá voz à enigmática personagem. Indico a leitura, rápida e saborosa, e até por isso confesso que esperava um pouco mais do final e não apenas a sensação de "termina assim?"
Talvez eu não tenha me apercebido de algum detalhe determinante e fica aqui o espaço para que me provem o contrário.

Somadas às boas leituras que me permitiram viajar muito mais do que minha movimentação geográfica durante as férias, estas foram fantásticas. Mas não vou recordar os tempos de escola cuja volta as aulas era a certeza de ter que redigir a famosa "Minhas férias".

O trabalho recomeçou - e como - e com ele a prioridade pelas obrigações em detrimento aos prazeres. Voltei à academia - mas definitivamente não gosto de musculação e sei que será um longo percurso até queimar os quilinhos extras conquistados entre uma refeição e outra cuidadosamente preparada por meu pai no fogão a lenha do sítio. Voltei ao inglês - e definitivamente só me restava um curso face-to-face with the teacher. Estou tentando me adaptar a nova realidade ortográfica - o que você provavelmente vai perceber neste texto, estou longe de realmente me adaptar. E descobri durante 3 dias dos quais passei a maior parte do tempo na Campus Party - maior evento de internet do mundo que aconteceu este mês de janeiro em São Paulo pela segunda vez - que definitivamente sou de uma geração muito ultrapassada quando o assunto é novas tecnologias, novas mídias e mídias sociais, conectividade... nem sei se tenho memória suficiente no meu HD para um dia chegar lá.

Mas fica aqui um tour que fiz no evento para o www.propmarktv.com.br.


Beijo e até meu próximo post.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Um novo propmarkTV

As vezes gosto de falar sobre meu trabalho aqui no blog. Ainda mais quando tenho boas notícias como a reformulação do site do qual sou editora e repórter, o propmarkTV.



Reformulação que vai muito além do visual. "O projeto foi realizado com base em pesquisas de sites nacionais e internacionais do segmento publicitário que nos inspiraram para agregar ao propmarkTV os melhores serviços e oferecer ao usuário a possibilidade de compartilhar o conteúdo, podendo colar o vídeo no próprio site ou facebook, por exemplo”, diz Maira Costa, sócia da Twice. A empresa é responsável pelo novo layout e pela inclusão das novas ferramentas. "O novo projeto é baseado em duas frentes: os conteúdos e ferramentas de web 2.0 e os novos formatos de mídia”, ressalta Marcio Bern, também sócio da Twice. Outra novidade é o alinhamento do propmakrTV com os demais produtos da Editora Referência, como a inclusão de uma barra superior para a navegação no site de notícias do propmark e que permitirá também a navegação por outros sites como os das revistas Marketing e Propaganda, publicadas pela mesma editora.

A Predicta também participa do novo projeto, com a instalação de suas ferramentas para a mensuração detalhada do site. “Aplicamos a ferramenta de gestão de publicidade, Predicta Maestro, e a ferramenta de web analytics, Predicta Atmosphere”, diz o diretor de novos negócios da Predicta, André Freitas. “No caso do propmarkTV, dentro do web analytics temos o módulo específico de mensuração de vídeos que oferece métricas determinantes sobre os vídeos mais vistos no dia ou na semana e até os tópicos mais vistos de cada vídeo”, completa Freitas. A Predicta também vai prestar consultoria fazendo o acompanhamento e a análise dos resultados da interação dos usuários com as campanhas e o conteúdo do propmakrTV. “Estaremos ao lado da equipe da Editora Referência para melhorar a usabilidade, a navegabilidade e o engagement do usuário com o propmarkTV e posteriormente com todos os demais sites da editora”, afirma Freitas.

A Take 5 continua responsável pela estrutura de TV Online, permitindo que os vídeos sejam postados quase em tempo real no propmarkTV. “Nossa estrutura dá ao repórter o domínio de todo o fluxo da notícia de forma que ao produzir e editar o vídeo ele mesmo possa publicá-la no site a qualquer momento e em qualquer lugar, com agilidade no processo”, garante Alceu Costa Jr., diretor de novos negócios da Take 5. “O que vale não é o primor técnico que eventualmente pode ser necessário e agregado, mas sim o frescor da notícia”, conclui.

O site já entrou no ar com o patrocínio da ESPN que adquiriu a cota especial, assinando a tela ao redor do vídeo de destaque na home do propmarkTV. Outros formatos diferenciados de publicidade também estão disponíveis para comercialização. “Em janeiro o propmarkTV vai veicular uma campanha on e off-line para divulgar as novidades”, afirma Sérgio Ricardo de Jesus, diretor de novos negócios da Editora Referência.

Clique aqui e assista ao vídeo com a equipe envolvida na reformulação.

E aqui para navegar pelo novo propmarkTV.

Esta é a equipe envolvida na reformulação do propmarkTV.



Foto: MANOEL DE BRITO

Em pé, da esq./dir., a editora e repórter do propmarkTV, Rita Elisa Durigan; o diretor de novos negócios da Take 5, Alceu Costa Jr.; o gerente de produto da Predicta, Rodrigo Polacco; o sócio da Twice, Marcio Bern; e o diretor de novos negócios da Predicta, André Freitas. Sentados: o diretor de relacionamento e TI da Take 5, Ricardo Franco; o diretor de desenvolvimento web da Take 5, Luciano Valença; a sócia da Twice, Maira Costa; a gerente de marketing da Predicta, Clesia Simões e a gerente de atendimento da Predicta, Mara Croesy. Ah, faltou o Serginho.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O poder da cervejinha entre amigos

Até concordo que homens são de Marte e mulheres de Vênus, com suas diferenças hormonais que os distanciam pelo sexo. E defendo uma teoria: a de que o melhor planeta para se viver a dois não é Marte, nem Vênus. É o planeta Terra - e de preferência que a terra esteja bem firme e preparada para tremores e terremotos.

Mas o papo aqui não é discutir relação. O que, aliás, contrariando minha "espécie" acho um porre... Quero mesmo é defender a sagrada cervejinha entre amigos. Isso mesmo. E não só a deles como a nossa também. Tem coisa melhor do que sentar-se a mesa e poder beber a vontade - mesmo que um suco de fruta natural e sem açúcar - jogando conversa fora? Tá, eu sei que tem. Coisas tão boas, inclusive, a ponto de virar assunto quando se está realmente a vontade, entre pessoas do bem.

O Ministério da Saúde deveria advertir: mulheres que saem com frequência com as amigas simplesmente pra bater papo e até rir de si mesma ou dividir problemas são mais felizes que as outras. E os homens também. Porém, não se iluda. Eles vão sim comparar todas as bundas que passarem pelo bar, relembrar as últimas capas da Playboy - e ao contrário das mesas femininas, nas masculinas não se dá importância a photoshop ou celulite -, assim como vão falar de futebol, do trabalho e, muito provavelmente, nem - ou pouco - vão falar de relacionamento, principalmente se para eles for algo sério e estiver tudo bem. Mas o que importa é que isso vai deixar seu homem mais feliz. E que bom já que felicidade é vital e contagiante, seja em Marte ou em Vênus.

Então, se você não é adepta de encontros casuais ou não entende que tanto eles curtem a tal da cervejinha entre amigos, aproveite o clima de happy hours intermináveis de final de ano e experimente! Pra que esperar o final do próximo ano? Aliás, não vale se inspirar aqui naqueles encontros chatos e obrigatórios com a equipe da empresa. Falo de encontros com pessoas bacanas, que pensam como você. Pessoas das quais você gosta de estar perto e sabe que gostaria de compartilhar a vida um pouco mais. Proponha-se a começar o ano reencontrando mais suas amigas. As de verdade. Ou faça novas e mergulhe de cabeça. Vale a pena!

Aproveitando, reproduzo aqui - com "licença poética" - o que ouvi em uma dessas "mesas redondas":

"Eu tenho uma vida sexual tão ativa comigo mesma, que até quero um namorado, mas do jeito que está é mais confortável e dá menos trabalho. Tanto que as vezes me esqueço até de pensar em alguém".

E viva a liberdade de escolha e de expressão!!!

sábado, 8 de novembro de 2008

Resistência




Terminei de ler "Resistência. A história de uma mulher que desafiou Hitler". O livro é um diário de memórias da historiadora de artes francesa, Agnès Humbert, que sentiu na pele os efeitos da invasão alemã na França dos anos 40 e resistiu bravamente, mantendo tanto seus princípios quanto sua chama de vida acesos, até chegar ao fim. Até triunfar, signifique isso o que for.

Ao relembrar algumas descrições prefiro acreditar que minha imaginação é mais rica do que a realidade ali contada. E isso me faz admirar ainda mais a mulher que despe-se sem pudor para descrever em detalhes os horrores dos quais foi protagonista.

Mesmo diante dos bombardeios, da perspectiva eminente de morte que a ronda o tempo todo, é a guerra interna que mais incomoda. A resistência cada hora por sua causa, a não submissão e a sobrevivência disputando preferência.

A luta dos franceses e americanos contra os poloneses, sedentos de vingança, para preservar o que restou entre os escombros. O jeito de tirar vantagem da mais cruel situação em contradição com posturas nacionalistas inimagináveis em tais circunstâncias.

Um livro para ler, se houver estômago. E para não tentar entender o ser humano e suas reações diversas diante das mesmas situações. Cada um tem sua história e para isso tem que a escrever a seu modo. Agnès escreveu ao seu.



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Antes de desejar um bom final de semana, segue descrição que ouvi ontem sobre sair com ex:

"A gente sabe que é ruim, que faz mal, mas tem dias que é bom".

Então tá.